Câmara terá semana agitada com início de votações de reformas

Trabalhos no plenário da Casa começam já nesta segunda-feira
José Cruz

A Câmara dos Deputados terá uma semana bastante movimentada com discussões e o início das votações das reformas propostas pelo governo ao Congresso: a trabalhista e a previdenciária.

Além das duas pautas, os deputados devem concluir a votação dos destaques apresentados ao projeto que trata da recuperação fiscal dos Estados superendividados, retomar a discussão da reforma política na comissão especial e também eleger os dirigentes da Comissão Mista de Orçamento para iniciar a apreciação do Orçamento para o ano que vem.

No plenário, os trabalhos começam nesta segunda-feira (24), com sessão deliberativa às 15h para a discussão e votação da MP (Medida Provisória) 752/16, que cria regras para a prorrogação e a relicitação de contratos de concessão com parceria nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário. A MP está trancando a pauta da Casa e, com isso, impedindo a votação de outras matérias em sessões ordinárias da Câmara.

Temer reúne ministros para tratar da reforma da Previdência

Já a votação dos destaques que visam modificar o projeto de recuperação fiscal dos estados em situação de calamidade financeira está prevista para terça-feira (25). O texto-base foi votado na última semana, quando também foram rejeitados alguns destaques que pretendiam retirar as contrapartidas dos estados para aderirem ao programa de recuperação. No entanto, ainda há dispositivos a serem apreciados que pretendem subtrair do texto principal a exigência de privatização de estatais e a proibição de realização de novas despesas com pessoal, como contratações, reajustes e auxílios, dentre outras.

Reformas

Amanhã (25), começa a fase final dos debates das reformas trabalhista e previdenciária nas comissões especiais criadas para analisar o mérito das duas propostas.

Depois de muitas idas e vindas, na última quarta-feira (19), o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287/16, que trata da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresentou o relatório final para ser discutido e votado na comissão e depois no plenário da Câmara. Ficou acertado entre a oposição e aliados do governo que os debates em torno do relatório serão realizados na terça (25), quarta (26) e quinta-feira (27), para que a votação do texto na comissão se inicie no dia 2 de maio.

Meirelles não vê “diferença” em adiamento de votação da reforma da Previdência

Em fase mais adiantada de apreciação está a reforma trabalhista, que teve o regime de urgência aprovado e deverá ser votada já quarta-feira (26) em plenário. Mesmo não havendo necessidade de ser votada na comissão especial, uma vez que tramita em regime de urgência, a proposta deverá ser apreciada na terça-feira pelo colegiado.

O relator do texto, Rogério Marinho (PSDB-RN), prometeu aceitar emendas que havia apresentado há duas semanas até o final da tarde desta segunda-feira. Na sequência, ele deverá apresentar um novo substitutivo.

Orçamento

A CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso tem reunião marcada para quarta-feira, às 14h30, destinada à eleição do presidente e dos três vices do colegiado. Já foram feitas várias tentativas de eleição dos dirigentes da mesa diretora da CMO. No entanto, a definição não foi possível porque o líder do PMDB no Senado não indicou os senadores do partido que irão compor o grupo. Pelas regras da Casa, a presidência da comissão deverá ser ocupada por um senador do PMDB. Só depois da eleição é que serão escolhidos os relatores da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e do Orçamento Geral da União.

Reforma política

A comissão especial que analisa a reforma política tem reuniões marcadas para quarta e quinta-feira para continuar a discussão da proposta. A ideia é debater e votar o relatório do deputado Vicente Candido (PT-SP) que prevê a apresentação de um projeto de resolução para disciplinar a tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular na Câmara.

Outros documentos apresentados pelo relator ainda estão sem data para apreciação. Eles tratam da unificação dos prazos de desincompatibilização eleitoral, registro de candidaturas, convenções partidárias e medidas para reduzir o custo das campanhas eleitorais.

Powered by WPeMatico

Temer avisa aliados que não há espaço para novas 'concessões' em reformas

Temer pedirá que os ministros não agendem mais reuniões com os parlamentares em horário de votações importantes na Câmara
Beto Barata/29.03.2017/PR

Em reunião no Palácio do Jaburu na noite deste domingo (23) com ministros e líderes da base aliada, o presidente Michel Temer disse que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária. “Não há espaço para concessão”, avisou o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O encontro durou três horas e serviu para a definição da estratégia final para a votação das duas reformas. Segundo o líder da maioria na Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), Temer disse que o governo considera os relatórios das reformas como produto final das negociações. A ordem, explicou Lelo, é começar as conversas finais com as bancadas e captar o sentimento dos deputados.

Nesta segunda-feira (24), Temer vai se reunir com os ministros que têm influência na Câmara para pedir que eles se envolvam diretamente nas conversas com os deputados. O presidente também pedirá que os ministros não agendem mais reuniões com os parlamentares em horário de votações importantes na Câmara.

Em entrevista, Temer descarta risco de perder mandato

Além de Aguinaldo e Lelo, participaram da reunião no Jaburu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e os ministros Antonio Imbassahy (Governo), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda).

Meirelles fez uma apresentação sobre a reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional), realizada em Washington na semana passada, e destacou que a economia brasileira já dá sinais positivos. Segundo o ministro, as reformas vão consolidar os avanços dos últimos meses.

Lelo explicou que a reunião foi para fazer um “ajuste de procedimentos”, deixar claro que não haverá novas concessões nas propostas e envolver toda a base na reta final das votações das reformas.

— Estamos no aquecimento da base. A base estava um pouco solta.

A reforma trabalhista deve ser votada na terça-feira (25) na comissão especial sobre o tema e ir para o plenário no dia seguinte.

Powered by WPeMatico

Contribuição sindical é herança fascista, diz relator da reforma trabalhista

Rogério Marinho quer que a contribuição sindical seja opcional
Lucio Bernardo Jr./04.04.2017/Câmara dos Deputados

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista, afirmou nesta segunda-feira (17) em evento em São Paulo que a contribuição sindical é uma herança fascista, pois faz parte dos pontos que falam do direito sindical da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que foram inspirados nas normas do italiano Benito Mussolini.

— Essa é uma herança fascista que já dura 70 anos. Estamos propondo que a contribuição sindical passe a ser opcional.

Marinho fez palestra na Amcham (Câmara Americana de Comércio) para falar dos principais pontos da reforma trabalhista.

— É um anacronismo absoluto.

O pagamento da contribuição sindical é obrigatório e vale tanto para os funcionários sindicalizados quanto para aqueles que não são associados a sindicatos. A contribuição movimenta cerca de R$ 3,6 bilhões por ano.

Marinho disse que o Brasil tem sindicatos em excesso, somando 17 mil entidades e que acabam sendo pouco representativos. O parlamentar destacou, por exemplo, a existência de um sindicato da indústria naval do Amapá, Estado que não tem mar.

“O Brasil é campeão mundial de sindicatos”, disse ele, citando que a Argentina tem 96 entidades, a Alemanha oito e o Reino Unido, 168.

Ao tornar opcional a contribuição sindical, Marinho disse que a intenção é fortalecer os sindicatos que são verdadeiramente representativos.

— Precisamos ter sindicatos sérios, legítimos.

O próprio deputado propôs a medida e disse que, quando ela foi divulgada, passou a concentrar as discussões da reforma trabalhista.

“Sou abordado pelos corredores para falar sobre a contribuição sindical. Mas há muitas bizarrices na legislação”, afirmou, ressaltando que a CLT tem 922 artigos e a reforma modifica 117.

Terceirização

Na apresentação para empresários na Amcham, o deputado defendeu ainda a terceirização, falando que o modelo adotado pelo Brasil era do século 19. O projeto aprovado recentemente no Congresso permite que todas as atividades de uma empresa sejam passadas a terceiros, acabando com a diferenciação da atividade-fim e meio, que só existe no Brasil.

O deputado não acredita que a aprovação da terceirização vá levar ao aumento da contratação de pessoas jurídicas pelas empresas, movimento que vem sendo chamado de “pejotização”. Segundo Marinho, a legislação colocou uma salvaguarda que impede a empresa por 18 meses de demitir o trabalhador contratado pela CLT para contratar um PJ. “Isso elimina qualquer possibilidade dessa pejotização. Ninguém vai demitir um funcionário para esperar um ano e seis meses para readmiti-lo. Seria uma burrice extraordinária do dono da empresa.”

Marinho está em São Paulo nesta segunda-feira para uma série de encontros com empresários e dirigentes de empresas. Após o evento na Amcham, ele participa de reuniões na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Powered by WPeMatico

Juiz dos EUA aprova multa de R$ 5,4 bilhões  para Odebrecht em caso de corrupção

Um juiz norte-americano sentenciou nesta segunda-feira (17) a Odebrecht a pagar US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 5,4 bilhões) em multas em caso criminal de corrupção, assinando acordo entre a empresa e autoridades brasileiras, norte-americanas e suíças.

O juiz distrital Raymond Dearie disse em uma audiência na corte federal do Brooklyn que cerca de US$ 93 milhões serão destinados aos EUA, US$ 2,39 bilhões ao Brasil e US$ 116 milhões à Suíça.

Powered by WPeMatico

Pragmático, Filho de Renan se mantém aliado a Temer

Renan Filho (PMDB-AL), governador de Alagoas
Dida Sampaio/15.03.2013/Estadão Conteúdo

Enquanto o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ganhava o noticiário na semana passada ao elevar o tom das críticas contra o governo Michel Temer, o governador de Alagoas, Renan Filho, primogênito do cacique peemedebista, viajava a Brasília e tentava evitar que a crise envolvendo seu pai respingue nos repasses federais ao seu Estado.

A mudança de postura do líder do PMDB em relação a Temer, ao menos até agora, não ganhou adesão da família. Em Maceió, Renan Filho tenta fugir das polêmicas do pai e manter a boa relação com o governo, além de se concentrar nas articulações para a sua reeleição.

“O governo do Estado não pode prescindir de investimentos do governo federal. Por que eu deveria abrir mão de duplicar estradas, receber o Minha Casa, Minha Vida? Só pelo fato de o senador expressar pontos de vista?”, questionou. “Aqui (em Alagoas) não há rompimento. Um rompimento definitivo no mesmo partido não é coisa trivial. Tem quem colabora para que não haja. Estou preparado para seguir defendendo o que estou fazendo.”

Para opositores, a versão do senador distante do filho é mera jogada de marketing. Já para aliados, a atuação em campos distintos é uma estratégia do clã. A relação entre os dois é descrita como fria por políticos próximos e, segundo eles, o próprio senador incentiva o filho a trilhar carreira independente. O governador afirma que as duas versões estão corretas.

Nos primeiros anos de governo, Renan Filho levou adiante um ajuste fiscal, nomeou técnicos de fora do Estado e enfrentou a ira de amigos do pai. A conta veio nas eleições do ano passado, quando o PMDB fez 38 das 102 prefeituras alagoanas, mas perdeu para o PSDB em Maceió e Arapiraca, as duas maiores cidades. No Estado, é criticado por ser avesso às articulações de bastidores, característica que é uma das marcas do pai.

Episódios que marcaram as brigas políticas alagoanas, como tiroteios e até paredes da antiga sede do governo “pintadas” de fezes em uma transição, ficaram para trás. Na nova sede, o Palácio República de Palmares, um prédio espelhado e quente em Maceió, Renan Filho se desdobrava na terça-feira para receber romarias de prefeitos. Entre eles o tucano Rogério Teófilo, adversário que derrotou o PMDB nas urnas em Arapiraca.

Estilo – Em cargos públicos desde 1979, ano do nascimento do primeiro dos três filhos com Maria Verônica, o senador, experiente na prática da articulação política, adotou um modelo diferente de enfrentamento ao disparar vídeos com críticas a Temer, velho adversário dentro do PMDB.

A versão “youtuber” é vista no partido como uma estratégia para atrair o eleitorado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no sertão e no agreste e, assim, assegurar parte do poder que acumulou nos tempos de presidente do Senado, ministro da Justiça e figura influente nas conversas entre Congresso e grupos econômicos do Nordeste e do Sudeste. O PT de Lula, porém, rompeu com Renan Filho, chamando o PMDB alagoano de “golpista”.

Para continuar no jogo, Renan recorre à tecnologia e novas formas de comunicação, mas sem abrir mão de encontros com vereadores e prefeitos. Ele usa o Twitter, o Instagram e programas de rádio na tentativa de unir aliados e o WhatsApp para conversas em que não disfarça o incômodo de ser ignorado pelo filho no Estado. “Se ele reclama de mim, imagina do Michel”, diz o governador, tentando minimizar diferenças.

Defensor – Enquanto isso, Renan Filho tem o cuidado de demonstrar fidelidade ao pai. Cita em detalhes cada trecho dos processos enfrentados pelo senador para desconstruir as acusações, incluindo as relacionadas ao caso extraconjugal do pai com a jornalista Mônica Veloso, que custou mágoas em casa. “Toda família tem problemas.”

Enquanto Renan, o pai, busca qualquer apoio, Renan, o filho, é aconselhado a se desvencilhar de uma herança que não lhe interessa mais. Em quase uma hora de entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o governador chamou o senador, na maioria das vezes, pelo título do cargo. Mesmo em momentos de informalidade evitou chamá-lo de pai. “Eu tenho um papel próprio. O senador também tem”, afirma.

O governador minimiza o duelo sutil que trava com o pai. Diz que toda família tem divergências. “Só faço esse governo porque ele colabora muito. Não tem como fazer um governo sem um grupo. Ninguém faz nada sozinho”, diz.

Na semana em que Renan chamou Temer de Dunga, o governador deixou claro, também em metáfora, que não participa do jogo federal nem romperá com o Planalto, pelo menos até o próximo ano. “Procuro dialogar. É salutar ouvir e conversar com o governo e o Parlamento. Lá estão os especialistas, a seleção brasileira. Jogo a Série B”, afirma Renan Filho.

Embora faça críticas pontuais a propostas da terceirização e da reforma da Previdência do atual governo, Renan Filho não assinou a lista dos governadores nordestinos que anteciparam apoio a Lula em 2018.

Renan, o pai, afirmou, por meio de sua assessoria, que tem posições políticas claras e que não é um homem que “vá e volte”. As ideias e objeções que tem, por exemplo, sobre uma reforma da Previdência “radical” e a terceirização para atividades fins, diz ele, são as mesmas há décadas. “O que os críticos a essa minha postura não admitem é discutir os assuntos no mérito”, afirma.

Perseguição – Para o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Luiz Dantas (PMDB), Renan, o pai, sofre uma “perseguição insana”. Ele rejeita versões de que o senador reivindica espaço na máquina do Estado. “Ele pode dar conselhos ao governador, mas não tem interferência velada”, afirma. “O governador toca de forma independente.”

Nas últimas semanas, o governador atenuou reclamações, incluindo o pai em visitas a obras e marcando a viagem que fez a Brasília para uma quinta-feira. Assim, aproveitou para dar carona no seu avião ao senador, que passa os fins de semana em Maceió. Desde que deixou a presidência do Senado, Renan não dispõe de aeronave da Força Aérea Brasileira.

Câmara – Ao contrário de outros nomes influentes do PMDB que disputaram assento na Câmara após passagem pelo Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não pode ser candidato a deputado, apenas a senador. Isto porque o artigo 14, parágrafo 7º da Constituição, considera inelegível parente especialmente de governador, salvo se já for titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

Nessa disputa, aparecem na lista o também senador Benedito Lira (PP) e os ex-governadores Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT), além da ex-senadora Heloísa Helena, da Rede.

Além de Maurício Quintella, do PR, titular dos Transportes do governo Michel Temer, outro ministro em campanha pela vaga é Marx Beltrão, do PMDB. Tanto Quintella quanto Beltrão são oponentes diretos do senador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Powered by WPeMatico

Tática Eleitoral faz base se 'descolar' do governo Temer

A impopularidade do presidente Michel Temer, o avanço da Lava Jato e a crise econômica têm levado integrantes da base no Congresso a um “descolamento” do governo, que se reflete não apenas nas votações no plenário, mas nos acordos para as disputas de 2018. A um ano e meio das eleições, o PMDB de Temer não sabe se terá condições de disputar a sucessão presidencial com candidato próprio e o PSDB escancara suas divergências em praça pública.

“O Temer foi o resultado dos erros da Dilma e agora o Lula poderá ser o resultado dos erros do Temer”, afirmou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), numa referência ao crescimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu da Lava Jato, nas pesquisas.

Ex-petista, Cristovam votou pelo impeachment de Dilma Rousseff. Disse não ter se arrependido, mas, ao adotar um discurso mais duro contra o governo, indicou que o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), não está sozinho nas críticas. Na sua avaliação, Temer precisa de uma espécie de “comunicólogo” para explicar as ações da equipe, se não quiser enfrentar mais problemas.

“O presidente virou prisioneiro da psicologia parlamentar, de não ser um líder de massas. Ele acha que, convencendo o Parlamento basta, mas não é assim. Até agora não conseguiu convencer o povo de que a reforma da Previdência vai trazer justiça e acabar com os privilégios”, insistiu Cristovam.

‘Suicidas’ – Em recente reunião com a bancada do PPS, o senador não se conteve. Afirmou estar convencido de que quem votar pela aprovação de mudanças na aposentadoria não será reeleito. “Se continuar assim, vamos dividir os parlamentares em dois grupos: os que são contra a reforma e os suicidas”, provocou Cristovam, que disse se encaixar no segundo, pois ainda tentará outro mandato. “Até as manifestações são resultado da incompetência do governo para explicar as coisas.”

O PPS tem dois ministérios, mas, mesmo assim, mostrou infidelidade na votação do projeto de terceirização na Câmara, ao lado do próprio PMDB, do PSDB e de outros aliados.

O descontentamento de Cristovam se estende ao PSDB, embora o partido controle quatro ministérios, incluindo a secretaria responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso. Em conversas reservadas, tucanos fazem reparos aos rumos da economia sob Temer e dizem torcer para que não haja um “abraço de afogados” ao fim da gestão – com nomes envolvidos pela Lava Jato -, mas têm certeza de que o PMDB apoiará o PSDB para a Presidência.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já chegou a ser citado como a alternativa do PMDB para a campanha de 2018. A falta de reação da economia, no entanto, inibiu os defensores desse plano B.

À pergunta sobre quem será o candidato do PSDB à sucessão de Temer, os palpites são os mais variados na seara tucana. Do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao senador Aécio Neves (MG), passando por seu colega José Serra (SP), tudo depende dos desdobramentos da Lava Jato e de quem sairá mais ou menos chamuscado das delações da Odebrecht. É nesse cenário que aparece o perfil do prefeito de São Paulo, João Doria, como a “salvação” do tucanato.

“Ninguém está pensando em candidato para salvar o partido”, rebateu o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB. “Ainda que haja questionamentos (por parte da Lava Jato) em relação às nossas lideranças, a soma delas é fundamental para o PSDB seguir em frente. O Doria tem um papel importantíssimo e vai compor esse retrato, mas não necessariamente como candidato.”

Doria assegurou que seu candidato ao Planalto será Alckmin, o padrinho político, mas não passou despercebida dos outros pretendentes à cadeira de Temer sua declaração de que é preciso lutar para evitar a volta de Lula. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paul, Doria admitiu lançar seu nome para o Palácio dos Bandeirantes “se Alckmin pedir”.

Tucanos notaram que Aécio, embora não tenha jogado a toalha sobre a intenção de concorrer à Presidência, dá sinais de que pode desistir. Preocupado com a Lava Jato e com o mandato que termina em 2018, o presidente do PSDB parece hoje mais interessado em recuperar a confiança de eleitores em Minas.

No Planalto, a avaliação é de que Temer sobreviverá ao julgamento do processo no Tribunal Superior Eleitoral e manterá o cargo, mas não será candidato. A negativa também foi dada por ele a empresários com quem conversou, nos últimos dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Powered by WPeMatico

Em vídeo, irmã de Aécio chora ao rebater acusações

Irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a jornalista Andrea Neves chorou em um vídeo gravado por ela no qual rebate a acusação de que teria recebido propina da Odebrecht em uma conta bancária nos Estados Unidos.

“Pra mim, como disse meu irmão ontem à noite, pouco interessa agora quem mentiu, quem é o mentiroso, se o delator ou a fonte da revista. O que interessa é a mentira. Eu não sei o que está acontecendo para tanto ódio e tanta irresponsabilidade, atacar de forma tão covarde a vida das pessoas”, disse Andrea.

Em reportagem publicada na sexta-feira (31) a revista Veja revelou parte do conteúdo do que seria a delação de Benedicto Junior, ex­pre­sidente da Odebrecht Infraestrutura.

Segundo a semanal, Junior teria afirmado na delação – já homologada no Supremo Tribunal Federal – que os repasses a Aécio foram “contrapartida” ao atendimento de interesses da empreiteira em obras como a da Cidade Administrativa, em Minas, e da usina de Santo Antônio, em Rondônia, onde a Cemig (estatal mineira) integrou um consórcio.

Ontem o senador Aécio Neves convocou uma entrevista coletiva e também gravou um vídeo para rebater a reportagem. Segundo ele, o advogado do delator que teria feito as acusações teria desmentido o depoimento.

“Estou solicitando ao ministro [Edson] Fachin [relator da Lava Jato na corte] que abra as delações. Esses vazamentos seletivos são criminosos. Tem que parar e ser punidos”, afirmou o tucano.

No vídeo de Andrea, a irmã de Aécio fez um apelo emocionado. “Eu gostaria de poder olhar no seu olho, embora não te conheça, pra garantir que isso é mentira e que vamos provar”.

Depois, fala com a voz embargada. “Gostaria de poder olhar no olho… Desculpa… De cada pessoa que eu conheço, de cada amigo, de cada pessoa que acompanha nosso trabalho, pra dizer é mentira, e nós vamos provar.”

Enfim, evoca “duas pessoas que me conhecem tão bem”, a mãe e a filha. “Fiquem tranquilas, não sofram por nós, porque nós vamos provar que é mentira.”

Assista à Record TV ao vivo no R7.com

Powered by WPeMatico

Assessores de Trump finalizam revisão de políticas sobre Coreia do Norte

WASHINGTON (Reuters) – Os principais assessores de segurança nacional do presidente Donald Trump completaram uma ampla revisão das opções dos EUA para lidar com os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, disse um integrante do governo neste domingo.

Essa revisão, acelerada para ficar pronta antes da reunião de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, nesta semana, inclui uma gama de possíveis medidas econômicas e militares, mas se concentra mais em novas sanções e no aumento de pressão sobre Pequim para que controle seu vizinho, disse a fonte, falando sobre condição de anonimato.

Não estava imediatamente claro se as recomendações coletadas pelo Conselho Nacional de Segurança de Trump já haviam chegado ao presidente, segundo a fonte.

Trump disse ao Financial Times, em uma entrevista publicada neste domingo, que os EUA estão preparados para responder às ameaças da Coreia do Norte por conta própria, caso a China fracasse em colocar pressão sobre Pyongyang.

(Por Matt Spetalnick)

Powered by WPeMatico

Domingo é marcado por manifestações tímidas em todo o Brasil

Paneleiros em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista
Vilmar Bannach/26.3.2017/Photopress/Estadão Conteúdo

Organizadas pelo MBL (Movimento Brasil Livre), as manifestações contra o aumento do fundo partidário, contra a proposta de listas fechadas nas eleições, contra a corrupção, pelo fim do foro privilegiado e de apoio às investigações da Lava Jato foram convocadas neste domingo (26) em 80 cidades e também na capital portuguesa, Lisboa. Porém, o que se viu — na maioria dos locais — foi um público menor do que o esperado.

Na capital gaúcha, a manifestação ocorreu no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, por volta das 15h. O movimento foi tímido, comparado aos outros protestos ocorridos no ano passado em prol do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O ato chegou ao fim por volta das 17h10. A reportagem tentou contato com a Brigada Militar e o MBL para estimar o público presente, mas os telefonemas não foram atendidos.

Do alto de um carro de som, lideranças de movimentos liberais, como o MBL, se alternavam ao microfone. Entre eles o deputado estadual Marcel Van Hattem (PP-RS). “Precisamos apoiar a lava jato para fazer a limpeza da classe política e empresarial corrupta”, afirmou.

Em Salvador, os organizadores do movimento, afirmam ter levado 1.500 pessoas às ruas. A Polícia Militar não divulgou o número de participantes. O ato começou por volta das 9h com um trio elétrico no Farol da Barra e terminou três horas depois no Cristo. Segundo eles, é preciso ter uma reforma, mas com diálogo entre as diversas categorias e setores da sociedade.

A caminhada teve a participação e apoio do Movimento Brasil Livre (MBL), do Vem Pra Rua Brasil, do Nas Ruas e da Ordem dos Médicos do Brasil (OMB). O ato começou e terminou com o Hino Nacional e teve ainda uma saudação ao Senhor do Bonfim. Uma leve chuva ajudou a dispersar um maior número de pessoas nesta manhã no Farol da Barra.

Em Curitiba, segundo a Polícia Militar, 5.000 pessoas foram ás ruas. Os organizadores do evento estimaram o público em 20.000. A mobilização começou às 14h30 na Praça Santos Andrade e saiu em caminhada pelo calçadão na Rua XV até a Boca Maldita.

O comerciante Paulo Boldrin disse que o protesto é válido, mas ficou um pouco confuso com as pautas. “Falaram muitas coisas, mas uma coisa é certa, a classe política precisa ser passada a limpo.”


Em São Paulo, berço do MBL, o ato reuniu cerca de 10.000. A PM não divulgou o público. O público não é maior que um dia normal de domingo, quando a Paulista fica fechada aos carros. No trecho de maior concentração, em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), onde está o carro do Vem Pra Rua, o público não lota nem um quarteirão. “Deve ter umas 10 mil pessoas aqui, o que não é uma derrota. O tema agora é mais técnico”, disse ao Estado Luiz Philippe Orleans de Bragança, trisneto da princesa Isabel e líder do Acorda Brasil.

A cena com o público menor do que o esperado pelos organizadores se repetiu também em outras cidades como Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte.

Powered by WPeMatico

Morre no Rio ministro do Exército nos governos Itamar e FHC


Reprodução/Exército Brasileiro

Morreu hoje (26), no Rio de Janeiro, o general-de-exército Zenildo Gonzaga Zoroastro de Lucena. Natural de São Bento do Una (PE), onde nasceu em janeiro de 1930, Lucena foi ministro do Exército nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Neste, no primeiro mandato presidencial.

Leia mais notícias de Brasil

A informação foi dada pelo Comando Militar do Leste, adiantando que o velório está marcado para amanhã (27), no Palácio Duque de Caxias, na Avenida Presidente Vargas, centro da capital fluminense, das 9h às 13h. Ao meio-dia haverá missa de corpo presente, seguida das honras fúnebres.

O ex-ministro do Exército deixa esposa, duas filhas e cinco netos.

Powered by WPeMatico