Manifestantes fazem ato contra corrupção na Paulista

Manifestantes em protesto contra a corrupção

Manifestantes em protesto contra a corrupção
FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma manifestação contra a corrupção e os deputados que barraram a denúncia contra o presidente Michel Temer em votação na quarta-feira (2), reuniu algumas dezenas de pessoas na avenida Paulista neste domingo (6).

Convocados pelo movimento Quero um Brasil Ético e pelo advogado Luiz Flávio Gomes, os manifestantes carregavam cartazes com fotos e nomes dos 29 deputados federais de São Paulo que votaram contra o prosseguimento da investigação. “Temos que recordar todos os dias o nome e a cara deles. Quem apoia a corrupção é tão culpado quanto ele (Temer)”, diz um texto distribuído pela organização.

Além dos nomes dos deputados, os manifestantes carregavam faixas e entoavam palavras de ordem em defesa da Operação Lava Jato, contra o direito a foro privilegiado e a profissionalização da política e a favor das candidaturas avulsas, independentes de partidos políticos. Uma delas dizia: “Fora Temer! Fora Lula! Fora Aécio (Neves)! Fora todos os corruptos!”

Alguns deles, com camisetas verde e amarelas, levavam mensagens contra o PT e o Foro de São Paulo.S egundo o advogado Luiz Flávio Gomes , “as ruas estão fora das ruas” porque não existe uma motivação ideológica para as pessoas irem às ruas.

— Somos aqui hoje menos do que a gente queria, mas vai chegar o dia (em que o povo voltará às ruas), está chegando. Isso aqui é só a ponta do iceberg. Em 2015 e 2016 havia uma razão ideológica. As pessoas queriam tirar o PT.

Ele criticou a declaração de Temer que, em entrevista ao Estado, disse que com Rodrigo Janot, procurador-geral da República, fora da Procuradoria-Geral da República a Lava Jato entrará “no rumo certo”.

— Isso é um perigo. A futura procuradora (Raquel Dodge) tem uma responsabilidade com o País. Se ela for conivente com o crime organizado estará jogando o currículo dela no lixo.

‘Volta, Dilma’

Enquanto isso um grupo que se diz suprapartidário coletava assinaturas, também na avenida Paulista, para uma ação popular pedindo que o Supremo Tribunal Federal vote com urgência o recurso da defesa da ex-presidente Dilma Rousseff que pede a anulação do impeachment.

Segundo a professora aposentada Amanda Leite, filiada ao PT e coordenadora do Comitê de Luta Contra o Golpe, o objetivo é conseguir 1,3 milhão de adesões. Até agora, em 15 dias o grupo conseguiu cerca de 25 mil assinaturas, entre elas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Organizadores da ação disseram ter sido hostilizados e agredidos verbalmente por integrantes de grupos de direita que foi às ruas contra Dilma.

— Disseram que somos todos comunistas e bolivarianistas. Mas não temos vínculo nem apoio de partidos políticos.

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