Browse Author: revis

FHC: Grampos da PF em Lula mostram 'coisa de chefe de bando'

FHC sobre falas de Lula: “É um palavreado totalmente inadequado”
Gustavo Rampini/Lide

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo deste domingo (20), que os diálogos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, flagrados em grampos telefônicos pela PF (Polícia Federal), são “coisa de chefe de bando”.

FHC foi enfático ao dizer que “um líder nacional não tem o direito de jogar parte do povo contra outras partes do povo e o conjunto contra as instituições”.

— É um palavreado totalmente inadequado. O que mais me chocou nesses áudios, sem discutir se eles são legítimos ou não, […] foi o baixo teor do palavreado e o tipo de atitude revelado através deles. [Os diálogos] não têm nada de republicano, nada de democrático, é uma coisa de chefe de bando.

Datafolha: 68% dos brasileiros querem saída de Dilma

Leia mais notícias de Brasil e Política

Lula foi flagrado, em conversa telefônica, dizendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) está “acovardado” e criticando o Congresso Nacional como um todo e os presidentes da Câmara e do Senado.

FHS sugeriu ainda que a nomeação de Lula para a Casa Civil foi um “sinal” de renúncia do poder por Dilma Rousseff, embora não tenha sido de forma “institucional”.

— Se é para renunciar, passa para o vice-presidente da República. Aí tem um cheirinho de golpe, de golpe palaciano. A função de um ministro da Casa Civil é de coordenação administrativa. Se você confunde essa coordenação com a política, dá a sensação de que vão usar a função para fazer politiquice.

Aécio Neves

Questionado se a citação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) abala o discurso do PSDB, FHC foi claro: “Se houvesse uma comprovação [de corrupção], sim. Mas não houve”.

Aécio foi citado por Delcídio do Amaral por, supostamente, receber propina de contratos de Furnas — uma subsidiária da Eletrobras.

Sobre as vaias que Aécio Neves o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), receberam nas manifestações do último domingo (13), FHC sugeriu que faltou experiência à dupla.

— Todo político um pouco mais experimentado não vai a jogo de futebol. Quando você tem aquela multidão, dá comichão de vaiar.

Powered by WPeMatico

Defesa de Lula afirma que não cabia a Mendes definir quem dará continuidade às investigações

Advogados querem concentrar petições de Lula no ministro Teori Zavascki
André Dusek/17.03.2016/Estadão Conteúdo

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não cabia ao ministro Gilmar Mendes definir o órgão que irá dar continuidade às investigações que envolvam o nome do ex-presidente. O ministro julgou pedidos de liminar para a suspensão de Lula do cargo de ministro da Casa Civil, protocoladas pelo PSDB e pelo PPS. Mendes decidiu que as investigações sejam analisadas pelo juiz Sérgio Moro, na primeira instância.

A petição destaca que não havia motivo para Mendes definir  o órgão que irá levar adiante as investigações, uma vez que as liminares não contemplavam esse assunto. No documento, os advogados afirmam que que o ministro “extrapolou os limites”.

A defesa pediu neste sábado (19) que o ministro Teori Zavascki reafirme sua competência para analisar os procedimentos que foram enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal) na último quarta-feira (16). 

Na última sexta-feira (18), a defesa já tinha pedido a Zavascki providências, com o objetivo de preservar o sigilo das gravações feitas por meio de grampo que envolveram, inclusive, os advogados do Lula. A ideia é que todas as petições que envolvam o pedido de quebra de sigilo telefônico de Lula sejam apreciadas por Zavascki, pelo menos nesta etapa preliminar.

Powered by WPeMatico

Aécio diz haver 3 caminhos: impeachment, cassação ou renúncia

Aécio afirmou que o Brasil assistiu hoje “à festa da cidadania”. “Essa é a beleza da democracia”, disse
Thaís Mota/13.03.2016/ R7

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou neste domingo (13), durante manifestação contra a presidente Dilma Rousseff (PT) em Belo Horizonte, não preferir mais a saída da rival apenas pela cassação da chapa da petista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Sempre achei que pelo tribunal seria a mais adequada’. Um governo legitimado pelo voto para implantação de reformas estruturantes. Mas, hoje, qualquer saída sem a atual presidente da República é melhor do que estendermos esse calvário do povo brasileiro por mais alguns anos”, disse, se referindo à possibilidade de novas eleições em caso de cassação pela corte.

Aécio esteve na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul da capital onde cerca de 30 mil pessoas, conforme a Polícia Militar, protestaram contra Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo organizadores, o total de manifestantes foi entre 70 mil e 100 mil. O tucano, porém, ficou pouco tempo na praça, se recusou a subir em um dos caminhões de som para discursar, e seguiu para São Paulo, para ir até o ato da Avenida Paulista contra a presidente. 

Alckmin e Aécio chegam sob vaias

A coordenadora do Vem Pra Rua em Minas, Carla Girodo, condenou o comportamento do parlamentar. “Me chamou a atenção. Aécio foi chamado e deveria ter discursado. Políticos não têm que esperar apenas aplausos”, afirmou Girodo. Aécio foi citado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) em delação cujo teor ainda não foi revelado.

Atos contra o governo têm público recorde em todo o Brasil

O senador afirmou haver três “caminhos para o Brasil: o impeachment da presidente, a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou a renúncia. Uma das três saídas possibilitará o Brasil voltar a sonhar com um futuro melhor”, disse. O ato deste domingo na capital mineira foi o maior desde o início dos protestos, em 15 de março do ano passado. Na data, 25 mil pessoas estiveram na praça conforme informações da Polícia Militar à época. 

Aécio afirmou que o Brasil assistiu hoje “a festa da cidadania”. “São as praças e ruas do Brasil inteiro dizendo basta de tanto desgoverno, de tanto descompromisso com a verdade”, disse. “Essa é a beleza da democracia. Em paz e harmonia as famílias vieram para as ruas dizer que o Brasil merece algo melhor. E vamos buscar a saída para esse impasse através daquilo que a Constituição determina”.
 

Manifestações acontecem em diversas cidades do País. Veja imagens

Moro: Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas

Na avaliação do senador, a implantação do regime parlamentarista seria um avanço para o Brasil. “Começa a ser discutido. Vejo como uma alternativa a partir de 2018. Não há como implementar em um momento de crise como esse, um regime que amanhã pode se fragilizar pela própria crise. O parlamentarismo sempre foi para nós um caminho para o Brasil. Vamos discutir com mais profundidade e quem sabe nos próximos dois anos possamos ter uma emenda aprovada pelo Congresso Nacional e depois ser objeto de referendo pela população brasileira”.

Powered by WPeMatico

Imprensa internacional repercute manifestações no Brasil

Sites de notícias salientaram as dimensões dos protestos e os casos de corrupção investigados na Operação Lava Jato
Eduardo Enomoto/R7

As manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff no Brasil foram noticiadas com destaque pela imprensa internacional neste domingo (13). Os sites de notícias salientaram as dimensões dos protestos e os casos de corrupção investigados na Operação Lava Jato.

De acordo com o site do jornal britânico The Guardian, os atos aumentam as dúvidas sobre a capacidade da petista completar os quatro anos de mandato, em reflexo à “frustração” manifestada nas ruas e em um momento econômico que o jornal classifica como “a pior recessão do século”. 

Seis movimentos contra Dilma saem às ruas da capital paulista

Nos Estados Unidos, o Washington Post destacou que o número de manifestantes deste domingo superou o das Diretas Já, afirmando que os atos aumentam a pressão sobre “o combalido governo Dilma, enquanto ela sofre para se manter no poder menos de 18 meses após sua reeleição”. O jornal também aborda o fato de a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter inflamado os movimentos e disse que ele foi “formidavelmente popular” durante seus mandatos. 
 

Manifestações acontecem em diversas cidades do País. Veja imagens

 

Moro: Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas

O francês Le Monde destacou a fala da presidente Dilma, que disse na sexta-feira que não há motivos para renúncia e que ficaria orgulhosa de ter Lula como um de seus ministros. O jornal também abordou a condução coercitiva do ex-presidente, classificando-a como “humilhante”. 

O jornal argentino Clarín observou que estas foram “as primeiras manifestações apoiadas por partidos da oposição de forma explícita”, enquanto o espanhol El País ressaltou as demandas dos manifestantes pela prisão de Lula e pelo fim da corrupção, dizendo que os movimentos foram as manifestações mais “massivas” da democracia brasileira. 

O El país também comparou as manifestações deste domingo com os atos contra o aumento da tarifa de transporte em 2013, notando que, à época, os manifestantes exigiam melhorias na qualidade da educação e do transporte público, enquanto os últimos movimentos têm como foco a saída do PT do poder. 

Já o portal da rede de TV árabe Al Jazira abordou o caráter pacífico dos atos deste domingo, além das tímidas manifestações em defesa do governo petista observadas nas regiões periféricas de São Paulo.

Powered by WPeMatico

Após condução forçada de Lula, governo deve ter dificuldade para derrubar pauta bomba nesta semana

Dilma deve se reunir novamente com Lula para definir caminhos a serem seguidos para enfrentar a crise política
Estadão Conteúdo

Sem deixar saudades, a última semana deve trazer novas dores de cabeça para o governo. Na sexta-feira (4), após o ex-presidente Lula ser levado para depor pela PF (Polícia Federal), oposicionistas decidiram barrar todas as votações na Câmara dos Deputados a partir desta segunda-feira (7).

Pesou também para a decisão exposta por lideranças do PSDB, DEM, PTB, PSB e PRTB a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Ele teria mencionado que Lula e Dilma sabiam do esquema de pagamento de propinas envolvendo a Petrobras, segundo reportagem da revista Isto É.

Em meio ao cenário complicado, a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem se reunir novamente nesta segunda. Eles devem definir no encontro os acertos do caminho que ambos precisam seguir para enfrentar a crise política que está instalada e que atinge aos dois.

Leia mais notícias de Brasil no R7

Entre os projetos importantes que podem ser barrados aparece uma “pauta bomba”, que pode aumentar as despesas obrigatórias do governo em R$ 207,1 bilhões até 2022. Apelidada de “PEC da Saúde”, a medida visa elevar o gasto obrigatório do governo federal em Saúde dos atuais 12% para até 19,4% em seis anos.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), já foi colocada na pauta no final de fevereiro, mas um acordo entre lideranças partidárias decidiu pelo adiamento da votação.

Dívidas dos estados

Outro ponto polêmico que pode ser colocado em pauta nesta semana é o Projeto de Decreto Legislativo 315/16, do deputado Esperidião Amin (PP-SC), que também aumenta despesas da União. O projeto suspende o cálculo do desconto que governo dará na renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União.

A intenção do projeto é evitar a aplicação da taxa básica de juros, a Selic, acumulada de forma composta (juro sobre juro) para corrigir os valores sobre os quais haverá o desconto. Com essa sistemática, o desconto será menor que o esperado pelos Estados e municípios.

Operação contra ex-presidente Lula repercute na imprensa internacional

A renegociação das dívidas está prevista na Lei Complementar 148/14, mas até agora não foi fechada. Ela prevê a troca do índice de correção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mais 4% ao ano ou Selic, o que for menor.

Devido à mudança do cenário econômico, o governo resiste em assinar os aditivos contratuais com a aplicação da Selic acumulada de forma simples, por temer uma queda grande na arrecadação ligada a essa dívida, assumida dos outros entes federados no final da década de 90.

Os líderes partidários se reúnem oficialmente nesta terça-feira (8), às 14h30, para discutir a pauta de votações da Casa.

Ao barrar as votações, as lideranças da Câmara e do Senado do PSDB, DEM, PTB, PSB e PRTB pretendem pressionar a comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play

Powered by WPeMatico

Lula disse que só sairia algemado para depor, afirma delegado da PF

Delegado disse que chegou até a casa de Lula às 6h
Marcos Bizzotto/Raw Image/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só sairia algemado de seu apartamento, em São Bernardo do Campo, ao receber a PF (Polícia Federal), na manhã de sexta-feira (4), quando foi deflagrada a Operação Aletheia – 24ª fase da Lava Jato.

“Foi dito por ele [Lula] que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali”.

A informação consta de relatório entregue neste domingo (6) ao juiz federal Sérgio Moro — que conduz os processos da Lava Jato, em Curitiba — pelo delegado da PF Luciano Flores de Lima.

Operação contra ex-presidente Lula repercute na imprensa internacional

Leia mais notícias de Brasil no R7

O magistrado determinou a condução coercitiva de Lula para depor em procedimento investigatório criminal aberto por procuradores da força-tarefa, que investigam recebimento de propina de empresas que atuavam em cartel na Petrobras e lavagem de dinheiro, por meio de ocultação de patrimônio.

“Às 6h do dia 4 de março de 2016 a equipe chefiada por este subscritor bateu à porta da residência do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi aberta pelo próprio. De pronto damos ciência de que estamos de posse de mandado de busca e apreensão para cumprir naquela residência, sendo autorizada a entrada de todos em seu apartamento”, disse delegado, no documento de três páginas “Informação sobre a Condução”.

“Na sequência, informei ao ex-Presidente Lula que deveríamos sair o mais rápido possível daquele local, em razão da necessidade de colhermos suas declarações, a fim de que sua saída do prédio fosse feita antes da chega de eventuais repórteres e/ou pessoas que pudessem fotografar ou filmar tal deslocamento”, relata o delegado.

Foi neste momento que Lula reagiu. “Naquele momento, foi dito por ele que não sairia daquele local, a menos que fosse algemado. Disse ainda que se eu quisesse colher as declarações dele, teria de ser ali.”

O delegado disse ter respondido ao ex-presidente que “não seria possível fazer sua audiência naquele local por questões de segurança”. “Tão logo alguém tomasse conhecimento disso, a notícia seria divulgada e poderia ocorrer manifestações e atos de violência nos arredores daquele local, o que prejudicaria a realização do ato”, registro Lima.

Advogados de Lula rebatem nota de procuradores e criticam condução coercitiva

O ex-presidente foi comunicado que o Salão Presidencial anexo ao Aeroporto de Congonhas já estava preparado e que o local era “seguro, discreto e longe de eventuais manifestações que certamente poderiam ocorrer de forma mais violenta”.

“Disse ainda que, caso ele se recusasse a nos acompanhar naquele momento para o Aeroporto de Congonhas, eu teria que dar cumprimento ao mandado de condução coercitiva que estava portanto, momento em que lhe dei ciência de tal mandado”.

Após falar por telefone com seu advogado e compadre, Roberto Teixeira, Lula “disse que iria trocar de roupa e que nos acompanharia para prestar as declarações”.

Longe das câmeras

“Às 6h30 saímos da garagem subterrânea do prédio do ex-Presidente Lula em uma viatura discreta, com películas escuras nos vidros laterais, pedindo a ele que se mantivesse em posição atrás do motorista e sem aparecer entre os bancos, pois assim impediria que qualquer pessoa que estivesse na rua conseguisse captar sua imagem”, explicou o delegado.

A ordem para que Lula não fosse submetido a constrangimento nem fosse filmada foi dada por Moro, em seu despacho em que autorizou a condução coercitiva solicitada pelo MPF (Ministério Público Federal).

Presidente do Instituto Lula viabilizou lavagem de R$ 1,2 mi do dinheiro da OAS

O depoimento começou por volta das 8h, afirma o delegado, após Lula ser informado que de que ele não estava obrigado a responder às perguntas” e que “poderia ficar em silencio sempre que quisesse”.

“Também foi dada ciência a todos de que as perguntas e respostas seriam gravadas em áudio e vídeo para posterior transcrição. Foi autorizada a gravação também pelo telefone celular de um dos advogados do ex-Presidente Lula, atendendo-se, assim, o pedido que a defesa fez naquele momento”.

Parlamentares

O delegado da equipe da Lava Jato informou Moro ainda que a audiência de Lula terminou por volta das 11h e que durante as perguntas parlamentares chegara a forçar a porta para entrar na sala.

“Após a assinatura do termo, foi permitida a entrada no local de diversos parlamentares federais que batiam na porta e chegaram a forçar para entrar naquele recinto, durante a audiência”, informou o delegado.

Lima relatou ainda ao juiz da Lava Jato que ofereceu “de maneira insistente, a segurança da Polícia Federal ao ex-Presidente Lula para levá-lo ao local onde ele quisesse ir, a partir dali”. Mas que esse dispensou a segurança. “Sendo dito que ele preferiria sair dali com seus companheiros de partido e seus advogados, em veículo próprio, sem o acompanhamento da Polícia Federal.”

Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play

Powered by WPeMatico

Prefeitura de SP diz que recebeu denúncia contra Doria por cavaletes

Doria disse que não pretende impugnar a eleição por votos que possa ter perdido por causa do episódio no Tatuapé
Gustavo Rampini/Lide

A Prefeitura de São Paulo informou que recebeu a denúncia de uso de cavaletes pelo pré-candidato do PSDB, João Doria, no primeiro turno de prévias do partido na Capital, neste domingo (28). A Prefeitura disse que vai acionar o departamento jurídico para saber se houve infração à Lei da Cidade Limpa.

Doria afirmou que o uso dos cavaletes foi autorizado pelo partido, mas não soube responder se seu uso infringiu a Lei Cidade Limpa, que regula propaganda nas ruas de São Paulo.

“Mais grave que os cavaletes é a agressão. Agrediram cinco pessoas no Tatuapé, esse ‘Geleia’. Todas as informações que temos é que ele é ligado ao (Ricardo) Tripoli”, afirmou, em referência ao deputado que é seu adversário nas eleições prévias. Geleia seria o apelido de um dos militantes envolvidos na confusão.

No diretório do Tatuapé, na zona leste, houve pancadaria e uma urna foi quebrada. A polícia militar foi acionada.

— Ouvimos que teve até gente armada.

A informação do uso de armas, contudo, não foi confirmada.

Doria disse que não pretende impugnar a eleição por votos que possa ter perdido por causa do episódio no Tatuapé. Ele tampouco disse que o caso afeta seu empenho na eleição.

Votação do PSDB tem quebra-quebra na zona leste de São Paulo

— É claro que não é bom, mas foi um caso pontual. As eleições, nos demais pontos de votação, foram tranquilas.

Doria disse que o uso de propaganda pelos candidatos no dia das prévias foi autorizado pelo PSDB e pelos demais pré-candidatos. Andrea Matarazzo e o ex-governador Alberto Goldman, contudo, acusaram Doria de desrespeitar a Lei Cidade Limpa. O empresário respondeu.

— Quem está perdendo sempre reclama de tudo, é normal em uma campanha. Até do sorriso de um candidato reclamam.

O empresário disse ser, “acima de tudo”, militante do PSDB e que pode apoiar outro candidato se sair derrotado nas prévias. Doria também disse não ser contrário à composição de uma chapa puro sangue com um dos adversários.

— Pode ser, eu não tenho nenhuma contrariedade.

Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!

Powered by WPeMatico

Morre em SP pai do deputado Celso Russomanno 

Ubirajara Russomanno ao lado de Celso e da neta Luara
Arquivo pessoal

O pai do deputado federal Celso Russomanno (PRB), Ubirajara Russomanno, morreu neste domingo (28) em São Paulo. Ele lutava contra um câncer que havia atingido os ossos e o pulmão. Em nota, o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, lamentou a perda. Leia a íntegra do texto:

“É com tristeza e pesar que informo e lamento a morte do pai do nosso deputado federal Celso Russomanno, doutor Ubirajara Russomanno. Ele faleceu hoje em São Paulo. Deixa três filhos, netos e bisneto e muitos amigos. Aprendi a gostar e a admirar o ‘doutor Ubirajara’ devido seu grande entusiasmo, mesmo do alto dos seus mais de 80 anos, para contribuir nas campanhas de Celso. Não conseguiu realizar seu maior sonho, que era ver o filho prefeito da cidade que amava de todo o coração. Este ano, o time entrará em campo sem seu jogador mais ilustre. Desejo serenidade à família neste momento de grande dor. Que o Espírito Santo conforte a todos.

Do amigo, Marcos Pereira – presidente nacional do PRB”.

Não haverá velório e o corpo será cremado a pedido do Dr. Ubirajara. A família optou por não divulgar o local nem o horário da cerimônia.

Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Powered by WPeMatico

PF diz que 'acarajé' era senha para valores ilícitos

João Santana e Mônica Moura se entregam na Polícia Federal
Suellen Lima/Framephoto/Estadão Conteúdo

Relatório da Polícia Federal indica que executivos ligados à empreiteira Odebrecht usavam em suas correspondências a palavra ‘acarajé’ como senha para entrega de valores supostamente ilícitos.

O resgate de e-mails trocados entre alvos da 23.ª etapa da Operação Lava Jato, deflagrada na última segunda-feira (22), mostra que esse tipo de expediente foi usado para blindar transações.

A alusão ao famoso quitute baiano encontrada nos registros de conversas, deu nome à operação, chamada de Acarajé, que culminou com a prisão do publicitário João Santana e de sua mulher e sócia, Mônica Moura, marqueteiros das campanhas presidenciais de Lula (2006), Dilma (2010 e 2014). Santana e Mônica, que estavam a trabalho na República Dominicana, se entregaram à PF na terça-feira (23), quando voltaram ao Brasil.

Segundo o relatório, quem providenciava os ‘acarajés’ era a secretária da Odebrecht Maria Lúcia Guimarães Tavares que, aponta a PF, operava contabilidade paralela da empreiteira.

“Tio Bel, você consegue me fazer chegar mais 50 acarajés na 4.ª feira à tarde (por volta das 15hs) no escritório da OOG, no Rio? Estou no México, mas chego de volta na 4.ª de manhã”, solicitou Roberto Prisco Paraíso Ramos a Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho em mensagem do dia 27 de janeiro de 2014, às 14h33.

Em outra mensagem, de 29 de outubro de 2013, Ramos havia feito solicitação semelhante, usando o mesmo código. “Meu Tio, Vou estar amanhã e depois em SP; será que dava para eu trazer uns 50 acarajés dos 500 que tenho com você? Ou posso comprar aqui mesmo, no Rio? Tem alguma bahiana (sic) de confiança, aqui?”

Em uma das mensagens, a PF cita possível referência ao presidente afastado da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso pela força-tarefa da Lava Jato desde 19 de junho de 2015 em Curitiba, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por meio de nota, a Construtora Norberto Odebrecht diz que “não tem conhecimento da planilha apresentada pela autoridade policial e não tem como comentar a sua veracidade ou significado.”

Sobre a prisão de Santana e Mônica, a defesa do casal divulgou nota ontem em resposta à decisão do juiz Sérgio Moro em prorrogar as prisões temporárias por mais cinco dias. “Se o próprio Juiz concorda, em sua decisão, que é prematura qualquer conclusão sobre os fatos, deveria ter prevalecido a liberdade, como corolário do milenar princípio do ‘In dubio pro reo’, ou seja, “na dúvida, a favor do réu. Assessoria de imprensa.” 

R7 Play: assista à Record onde e quando quiser

Powered by WPeMatico

Polícia Civil indicia Roberto Jefferson e mais seis por fraudes em Furnas

Ex-deputado federal Roberto Jefferson
Marcello Casal Jr/ABr

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou neste sábado (27) sete suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal Furnas Centrais Elétricas. Entre os indiciados no relatório encaminhado ao Ministério Público, está o ex-deputado federal Roberto Jefferson, por lavagem de dinheiro, além de empresários e lobistas. De acordo com a titular da Delegacia Fazendária, Renata Araújo, o esquema, que ficou conhecido como “lista de Furnas” era feito entre 2000 e 2004.

Ainda segundo a Polícia Civil, um dos responsáveis pelo esquema era o então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção, Dimas Fabiano Toledo, que foi beneficado pela prescrição do crime, por ter mais de 70 anos.

Por meio de nota, a Polícia Civil explicou que há indícios de superfaturamento de obras e serviços por Furnas, durante as construções das usinas termelétricas de São Gonçalo, no Grande Rio, e Campos, no norte do estado. O dinheiro era usado para financiar ilegalmente campanhas políticas e enriquecer agentes públicos, políticos, empresários e lobistas.

A ação começou na Justiça Federal, mas acabou sendo passada para a Justiça Estadual, pelo fato de Furnas ser uma empresa de economia mista e pelo desvio de fundos envolver obras de usinas dentro do estado do Rio. Estima-se que o dinheiro desviado ilegalmente para campanhas chegue a R$ 54,9 milhões.

Powered by WPeMatico